"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mudar o mundo sem tomar o poder

A mudança revolucionária é mais de­sesperadamente urgente do que nunca, mas já não sabemos o que significa "revolução". Quando nos perguntam, tendemos a tossir e a gaguejar e tratamos de mudar de assunto. Nosso não-saber é, em parte, o não-saber daqueles que estão historicamente perdidos: o saber dos revolucionários do século passado foi derrotado. Mas é mais do que isso: nosso não-saber é também o não-saber daqueles que compreendem que não-saber é parte do processo revolucioná­rio. Perdemos toda certeza, mas a abertura da incerteza é fundamental para a revolução. "Perguntando, caminhamos", dizem os zapatistas. Nós perguntamos não só porque não conhecemos o caminho (não o conhecemos), como também porque perguntar pelo caminho é parte do próprio processo revolucionário.

(Trecho do capítulo 11 de "Mudar o mundo sem tomar o poder", de John Holloway)

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