“Nasci clown e morrerei clown, embora a vida toda tenha sido um mero funcionário público. (Todos os funcionários públicos são meros, quando deveriam ser melros). Sou eternamente grato a um crítico que certa vez me chamou de clown (nem a minha própria mãe me chamou assim) — como sou grato aos que me chamaram de palhaço com segundas intenções ou mesmo com terceiras. Antes de morrer ainda hei de armar o meu pavilhão auricular, isto é, dourado, em todas as praças do mundo e dele partir como um bólido rumo a todas as constelações, pregando a hilaridade e a língua de fora à boa maneira de Einstein e dos enforcados: ASSIM!” - Cf. “Os Anais do Campos de Carvalho”. In: O Pasquim
“Há quem me tome por louco e eu mesmo já me tomei. Mas basta uma visita ao hospício para me convencer — desgraçadamente — do contrário. É como se fosse um lobo vestido com a pele de um cordeiro: expulsam-me só pelo faro. O título do livro que estou escrevendo no momento é exatamente Maquinação da Máquina, Especulação de Espelho. Assim como a 4ª Sinfonia de Charles Ivens exige a presença de três maestros para ser bem interpretada, assim também penso que esse meu novo livro, para ser bem compreendido, deva ser lido simultaneamente por três leitores”. Revista O Cruzeiro, 30 de outubro de 1969
Capítulo Primeiro
Aos dezesseis anos matei meu professor de Lógica. Invocando a legítima defesa - e qual defesa seria mais legítima? - logrei ser absolvido por 5 votos contra 2, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris.
Deixei crescer a barba em pensamento, comprei um par de óculos para míope, e passava as noites espiando o céu estrelado, um cigarro entre os dedos. Chamava-me então Adilson, mas logo mudei para Heitor, depois Ruy Barbo, depois finalmente Astrogildo, que é como me chamo ainda hoje, quando me chamo.
A primeira mulher que possuí foi sob a ponte do Sena, em pleno coração do meu Paris imaginário; e ainda me lembro de que ela me sorria com uns dentes que refletiam as estrelas e as lâmpadas do cais adormecido, e dizia-me coisas numa língua que eu não conhecia. Paguei-lhe à vista, e subi eufórico em direção a uma rua de onde vinham sons de uma mandolinata inenarrável, e que se esvanecia à medida que eu me aproximava, e que acabou por desaparecer de todo. Sentei-me no chão, aturdido, acendi um cigarro e deixei que ele fumasse por si mesmo, e depois morri tranqüilamente, dentro da noite calma.
Quando despertei, já um gari me estendia o último jornal da tarde, e pude ler então que uma grande hecatombe havia acontecido sobre a cidade de Melbourne, na Austrália, justamente enquanto eu dormia. Lavei meu rosto com o pranto, entreguei o jornal a um menino cego e saí correndo pela primeira rua que encontrei pela frente, até deparar com a estátua do marechal Joffre montado a cavalo.
No dia seguinte, como a guerra houvesse rebentado, apresentei-me a um general de divisão que encontrei espairecendo pelo Bois de Bolougne, e ele foi muito gentil para comigo, dando-me uma corneta e cinco mil francos para comprar um uniforme. Com a corneta toquei o Danúbio Azul, mas em surdina, e com os cinco mil francos fui a uma sessão de cinema (um filme de Clara Bow, se não me engano) e dei o resto a um mendigo que me pareceu mais honesto do que os outros - do que eu, pelo menos. À margem do Sena pus-me a pensar sobre as incertezas da vida e o absurdo da guerra recém-deflagrada entre o Japão e a China, até que o sono me jogasse de novo de encontro às pedras, as mãos espalmadas como as de um cadáver.
Tudo isso do meu passado eu conto para que se possa ter uma idéia exata da minha situação presente, depois que me deram por excêntrico e me jogaram neste hotel de luxo onde os garçons, o gerente e o subgerente andam todos de branco, e têm também os dentes brancos e não vermelhos ou amarelos como toda gente. Conto, também, porque o dia aqui para mim tem setenta e duas horas, e às vezes mais até, e eu necessito ocupar-me com qualquer coisa que não sejam os mosquitos da sala ou a minha coleção de palitos de fósforo, de há muito superada e já vendida a um nababo hindu que mora no quarto ao lado. Descobri que, escrevendo a história da minha vida, antes que a escrevam os outros ou que não a escreva ninguém, estarei prestando um serviço enorme não só à cultura, por isso que - - -
(Fui obrigado a interromper estas lucubrações para tomar um prato de sopa que me trouxe a gentil senhora do gerente ou do subgerente do hotel - de qualquer forma uma senhora respeitável e vesga, que às vezes me toma a temperatura pelo simples prazer de me ser agradável. Mas a sopa estava bastante amarga, ou assim me pareceu pelo menos).
Mas eu dizia, se não estou equivocado, que, finda a guerra sino-finlandesa, fui preso como espião moscovita por causa de minhas barbas patriarcais e malcheirosas, e fui submetido a um conselho de guerra composto de 15.000 generais, todos eles fardados, que me absolveram unanimemente e me repatriaram ao meu país de origem. Qual esse país fosse, nem eles nem eu sabíamos, de forma que voltei tranqüilamente a dormir sob as pontes de diversos rios da Europa, os quais eu já conhecia de vista através das aulas de Geografia que me dava o meu professor de ginásio, ao tempo em que eu ainda teimava em aprender as coisas. Dniester, Reno, Vístula, Guadalquivir, Elba, Nitra, Ródano, etc., etc., são nomes que se tornaram familiares aos meus ouvidos de tanto eu ouvi-los murmurar eles mesmos, e não pobres mestres-escolas diante de ensebados mapas grudados à parede: a sua cantilena por muito tempo substituiu o doce acalento de minha mãe na pátria desconhecida, que de resto nunca cheguei a conhecer, pois nunca fui criança.
Foi por essa época que aprendi a tocar berimbau com um professor do Conservatório de Varsóvia, herr Hepsteimm, e quando também resolvi fazer a minha primeira comunhão, por absoluto estado de fome. Desse aprendizado resultou-me a oportunidade de vir a ser mais tarde nomeado conselheiro musical na corte de Luís II da Baviera, o mesmo que tinha vários castelos assombrados e era dado a práticas de ocultismo, às quais aliás eu não era de todo alheio.
(Mas confesso que o lápis já me pesa na mão como se fora o mastro de um circo ou o próprio eixo da terra, o que me leva a parar de súbito estas reminiscências tão históricas e para mim tão caras, que um dia mostrarei aos meus companheiros de hotel para que eles vejam até onde chega a fabulosa aventura humana, desde que - - -
Capítulo Vinte
Há momentos em que me sinto mais lúcido, e há outros em que pelo contrário sinto uma presença estranha dentro de mim, como se devêssemos ser gêmeos e houvéssemos nascido dois num corpo só. Esse meu irmão sepulto em mim leva-me a cenas de verdadeiro ridículo, quando não de desespero, como aconteceu ainda há pouco, quando eu queria dormir e ele teimava em ensaiar um novo passo de balé, rodopiando pelo quarto inteiramente nu. Se há os que acreditam em metempsicose, eu tenho o direito de acreditar nessa dualidade de meu ser, ou antes, nessa existência oculta de meu irmão gêmeo dentro de mim e que um dia brotará de meu corpo como um dente de siso retardado. Muitos me julgarão excêntrico por isso, e eu sei que julgam, mas o fato é que sou apenas sincero e não costumo ocultar as perplexidades a que me submete minha natureza, como fazem as outras pessoas.
As outras pessoas, aliás, se resumem para mim numa pessoa só: o mundo - ou, como se diz geralmente, todo mundo - e é meu dever preservar minha individualidade (ou minha dualidade, pouco importa) contra a presença esmagadora desse monstro de mil cabeças que tenta pisar-me e reduzir-me à ínfima condição de um palito, embora de fósforo. Aprecio imensamente certas pessoas - o dr. Keither é uma delas, com sua filosofia e seu Prêmio Nobel de Química de 1952 - mas sinceramente não vejo por que deva renunciar ao que sou, na presença de seres estranhos e que certamente terão sua própria individualidade a resguardar. Nesse ponto não cedo um só fio do meu cabelo, e estou disposto a sofrer todos os martírios e torturas que queiram impor-me aqui ou em qualquer outra parte do mundo, como de resto tem acontecido desde que nasci. Morrerei pobre e confinado entre estas quatro paredes, sob a pecha de espião ou de excêntrico nocivo aos altos interesses do Estado e dos que vivem à custa do Estado, o que vem a dar na mesma; mas morrerei eu mesmo e mais ninguém - eu e meu irmão gêmeo, quando muito - e essa fidelidade ao meu corpo será o meu único título de glória, se é que preciso de título de glória para alguma coisa.
Agora, nesta sexagésima milionésima insônia que atravesso de olhos abertos e coração angustiado, resta-me quando menos esta certeza de que sou realmente eu e mais ninguém - ou, ainda uma vez, eu e o meu irmão gêmeo ainda sepulto em mim e que um dia virá à tona como um náufrago de três dias. As paredes me prendem dentro deste quarto de hotel sem nenhuma beleza; proíbem-me por motivos políticos de sair à rua e de saber inclusive em que cidade exatamente estou, eu que sou globe-trotter e amante de todos os horizontes; submetem-me ao vexame de ter que tomar todas as noites uma dose de soro da juventude, eu que nem sequer ainda estou velho e não pretendo jamais voltar a ser jovem algum dia, eu que nunca o fui realmente; espionam-me por todos os cantos a até quando estou a sós dentro do gabinete sanitário, como se eu fosse um criminoso comum e não um hóspede com todos os direitos que a legislação dos hóspedes lhe garante, seja aqui como na Cochinchina; - uma coisa porém eles não me tomam, eles os espiões de todas as nacionalidades, as prostitutas húngaras ou mesmo iugoslavas, os falsos amigos e sobretudo os verdadeiros, os membros de todas as orquestras sinfônicas do universo, os gaiatos da polícia nacional e internacional, os boxeurs e os lutadores de jiu-jítsu de todas as categorias ou faixas: e é esta consciência que trago de eu ser apenas e cada vez mais uma propriedade minha, exclusiva, indivisível, una, prima inter pares, nec plus ultra , e mais citações latinas que se façam necessárias e convenham como fecho a um capítulo tão importante como este, sem dúvida o mais importante que já escrevi e escreverei em toda a minha vida de cavaleiro andante.
Capítulo
Foi no tempo em que os bichos falavam.
Havia na minha cidade uma pequena praça mal iluminada, e nessa praça um circo. O anjo da guarda ainda não me havia abandonado - eu era puro de alma e corpo - e me apaixonei perdidamente por uma menina da trupe, que era loura e trabalhava no trapézio. Só não foi o meu primeiro amor na vida porque antes já havia amado Clara, mas foi o mais distante e o mais impossível.
Daí nasceu, se não me engano, a minha vocação de clown - para muitos frustrada, para mim sempre vigilante - e que um dia explodirá de mim como fogos de artifício, pasmando incrédulos e iluminando os céus. Eu, o clown Barnabó, ex-burocrata, ex-espião comunista, ex-sentenciado à cadeira elétrica - ex-tudo, enfim. Clown simplesmente, o que é demais.
E é esse clown que agora me faz suportar com a devida filosofia esta prova de fogo a que me submetem os carrascos de todos os tempos, ao tentarem arrancar-me a verdade, que em mim está bem à flor da pele. Se eu vivesse no tempo de Pilatos certamente seria crucificado hoje mesmo; mas os tempos hoje são outros, e se contentam em deitar-me numa cama confortável, com um capacete alemão de contrapeso. O objetivo, porém, é sempre o mesmo - a Verdade - como se eu tivesse uma única verdade e não muitas, todas à flor da pele e lutando entre si como num campo de batalha. É verdade que nem todos lêem a minha verdade plural, escrita em linguagem simples, e eu não me sinto obrigado a dizê-la de viva voz, como quem recita uma lição de catecismo; eles que me leiam sem complicações, como se eu fora apenas um homem e não um poço de hieróglifos.
As nuvens que pairam no céu, negras e pesadas, são um signo do tempos difíceis que estamos vivendo, e disso não parecem aperceber-se os meus companheiros de solidão, que continuam inocentes e tranqüilos como antes, como reses num matadouro. (Comem o seu pão com leite ou a sua sopa de verduras como se estivessem apenas num internato, e à hora do recreio vão discutir seus pequenos problemas no pátio sombrio ou ensolarado, como crianças, que não soubessem que Herodes voltou a reinar sobre a terra e que Pilatos cada manhã lava as suas mãos manchadas de sangue, com o ar mais compungido deste mundo). E não serei eu quem lhes irá tirar essa inocência perfeita e obrigá-los a viver comigo este cativeiro que desde ontem é a minha Verdade - ou uma delas, pelo menos - revelando-lhes o que é melhor não saber e que não lhes traria proveito nenhum. (...) Em tempo algum sairá de minha boca a verdade terrível que os lançaria em pânico e os faria retornar à primeira infância - essa mesma verdade que a mim me incutiram quando tentavam arrancar-me a que não existia, a golpes de martelo no cérebro e com todo o aparato bélico de uma eletrocução. Eles são ou parecem felizes em sua aleatória inocência - e o maior dos crimes ainda é matar a inocência onde quer que ela esteja, ainda quando a isso nos anime a melhor das intenções, que nem sempre é tão boa quanto nos parece.
Capítulo CLXXXIV
Em Cochabamba, na Bolívia, num concurso para coveiros instituído pela municipalidade, obtive o segundo lugar, o que me valeu um contrato por dois anos com direito a dormir no cemitério. Pablo Morales, que foi nomeado comigo e obteve o primeiro lugar devido à sua larga experiência agrícola, era de pouca conversa e tinha verdadeira paixão pelo seu métier, ficando irritadiço e insuportável quando não tínhamos nada a fazer e nos víamos obrigados a cruzar os braços, como mineiros em greve. O que nos valia eram as revoluções constantes no país, que nos davam sempre um trabalho intensivo durante uma semana ou duas - ou então uma ou outra epidemia imprevista e fulminante, que arrasava com pelo menos um terço da população. De uma feita chegamos a receber duzentos mortos de uma localidade vizinha, onde ocorrera um terremoto de magníficas proporções e que proporcionou a Pablo (e a mim também) alguns serões maravilhosos, à pálida luz da lua.
Acusados de furto e violação de sepulturas, tivemos que escapar-nos às pressas numa noite de chuva e refugiar-nos em território peruano, onde Pablo foi morto a tiros por um caçador de codornas e eu, faminto, me identifiquei como sobrinho do rei da Bessarábia, até que pudessem provar o contrário. Em Cuzco tomei-me de amores por uma rapariga que não sabia uma só palavra de árabe, nem eu tampouco, e pude manter-me dignamente à sua custa durante alguns meses, até que o governo me deportou para a ilha de Sumatra num cargueiro que levava lhamas, algumas bugigangas de grosseira fabricação e meia dúzia de espiões comunistas. Da ilha de Sumatra pulei, não sei como, para a de Madagascar, de onde alcancei a nado a costa de Moçambique, batendo todos os recordes da distância, mas incógnito. Empreguei-me como professor de natação na cidade de Beira, onde, falando embora o português, não conseguia entender o português deles e tive necessidade de arranjar um intérprete mestiço, que me roubou as poucas economias que eu tinha e ainda me levou o calção de banho, obrigando-me a mudar temporariamente meu sistema de ensino, que de prático passou a teórico.
Nas horas vagas compunha poemas futuristas, que um de meus alunos se incumbia de traduzir para o português local e eram publicados, às quintas-feiras, no Observador Econômico e Financeiro - seção feminina. Demitido a bem do serviço público, inscrevi-me numa maratona de danças e fui transportado semi-inconsciente para um hospital de tuberculosos, onde vim a falecer na madrugada de 15 de setembro de 1934. Mas o atestado de óbito fora passado um pouco às pressas e obtive alta dois meses depois, mais forte do que um touro da Pomerânia ou de qualquer outra parte do globo.
Quando dei por mim estava em pleno coração da África Equatorial Francesa, caçando elefantes e traduzindo Virgílio para o alemão, a pedido do padre Kremmer, que não sabia latim. Com a renda obtida de 15 mil elefantes mortos e alguns leopardos empalhados estabeleci-me em Brazzaville com um negócio de falsos diamantes e uma modesta casa de tolerância, servida por três nativas e duas francesas já avançadas em anos e que morreram logo depois. Vítima de injusta perseguição da polícia, mudei-me atabalhoadamente para Leopoldville, que fica logo defronte, e onde, fazendo-me passar por filho bastardo do rei dos belgas, obtive permissão para instalar-me com um novo prostíbulo, que se incendiou pouco depois. Reduzido à miséria, deflorei a filha de um capitalista que era dono de uma mina de estanho, e com o dinheiro da chantagem que lhe impus montei uma fábrica de relíquias e outros objetos de culto religioso, que prosperou durante algum tempo mas acabou indo à falência devido à perseguição do clero local. Como o capitalista ainda dispusesse de uma outra filha virgem, dei-lhe o mesmo destino da irmã e impus dessa vez um preço mais alto do que da primeira, o que me permitiu financiar com êxito a minha candidatura às próximas eleições locais e ser eleito deputado por expressiva margem de votos. Como não conseguisse provar minha nacionalidade belga, cassaram-me o mandato arbitrariamente e ainda me moveram um processo pelos dois defloramentos (que então já eram três) executados nas barbas do tal capitalista do estanho, do que me resultou ser condenado à prisão perpétua e a trabalhos forçados numa mina de diamantes explorada pelo Estado. Consegui fugir num helicóptero que pousou justamente a dois passos de minha picareta: eu e mais dois sentenciados belgas que me ajudaram a torcer o pescoço dos afoitos aviadores e a descobrir, dos céus, a direção exata do continente americano. Em New York fomos recebidos com as honras de heróis transatlânticos e entrevistados por uma cadeia de trinta mil jornais, embora tivéssemos a precaução de não proferir uma única palavra em inglês ou mesmo em qualquer outra língua viva. Com um contrato que nos ofereceram a Universal-International e uma fábrica de minhocas em conserva para uso de pescadores, conseguimos afinal separar-nos uns dos outros e rumar cada um para uma direção diferente (a fim de evitar suspeitas), a mim me cabendo o México e as demais repúblicas da América Central, que atravessei disfarçado em padre e mesmo em cônego - como aconteceu em Tampico – até dar com os costados na bela capital da Colômbia, que inexplicavelmente nesse dia, nem no dia seguinte, não se achava em revolução.
(Interrompido pela chegada da pseudo-enfermeira, que veio aplicar-me o soro da juventude, que - agora eu sei - não passa do chamado soro da verdade, largamente aplicado durante a guerra e durante a paz. Seja o que Deus quiser.)
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