Eugenio Montale
É difícil viver
sem fé alguma;
cada dia a notícia
de um massacre. E nas colisões
cotidianas, descobrimos o sombrio
sinal do destino.
Mesmo os zimbórios parecem
tetos baixos, mas uma nota,
um frêmito inesperado
entre as trepadeiras, ou um
desconhecido que rebate a bola
e a partida recomeça.
É a batalha da sobrevivência.
"há sempre um copo de mar para um homem navegar" - jorge de lima
Quando os cronópios saem em viagem, encontram os hotéis cheios, os trens já partiram, chove a cântaros e os táxis não querem levá-los ou lhes cobram preços altíssimos. Os cronópios não desanimam porque acreditam piamente que estas coisas acontecem a todo o mundo, e na hora de dormir dizem uns aos outros: “Que bela cidade, que belíssima cidade”. E sonham a noite toda que na cidade há grandes festas e que eles foram convidados. E no dia seguinte levantam contentíssimos, e é assim que os cronópios viajam.
(Julio Cortázar, Histórias de Cronópios e de Famas)
(Julio Cortázar, Histórias de Cronópios e de Famas)
"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios
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