"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O cavaleiro inexistente

Italo Calvino

Cada página tem o seu bem só quando é virada e há a vida por trás que impulsiona e desordena todas as folhas do livro. A pena corre empurrada pelo mesmo prazer que nos faz correr pelas estradas. O capítulo que começamos e ainda não sabemos que história vamos contar é como a encruzilhada que superamos ao sair do convento e não sabemos se nos vai colocar diante de um dragão, um exército bárbaro, uma ilha encantada, um novo amor. [...]
De narradora no passado, e do presente que me tomava a mão nos trechos conturbados, aqui está, ó futuro, saltei na sela do seu cavalo. Quais estandartes novos você me trás dos mastros das torres de cidades ainda não fundadas? Quais fumaças de devastações dos castelos e dos jardins que amava? Quais imprevistas idades de ouro prepara? Você, mal governado, você, precursor de tesouros que custam muito caro, você, meu reino a ser conquistado, futuro...


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