"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios

sábado, 26 de março de 2011

O jardim de veredas que se bifurcam

Jorge Luis Borges

"Na janela estavam os telhados de sempre e o sol nublado das seis. Pareceu-me incrível que esse dia sem premonições nem símbolos fosse o da minha morte inevitável. Apesar de meu falecido pai, apesar de minha infância passada num jardim simétrico de Hai Feng, eu, agora, ia morrer? Depois refleti que todas as coisas sempre acontecem precisamente a alguém, precisamente agora. Séculos de séculos e só no presente ocorrem os fatos; inumeráveis homens no ar, na terra e no mar, e tudo o que realmente acontece acontece a mim..."

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