Wislawa Szymborska
Somos incrivelmente corteses um com o outro,
dizemos: que bom te rever depois de tantos anos.
Nossos tigres bebem leite.
Nossos falcões andam, não voam.
Nossos tubarões morrem afogados no mar.
Nossos lobos bocejam diante da porta aberta da jaula.
Nossas cobras perderam seu relâmpago,
nossos macacos, a inspiração; nossos pavões reais, as plumas.
Faz tempo que os morcegos abandonaram nossos cabelos.
Sucumbimos ao silêncio sem terminar a frase,
sorrimos, sem outro recurso.
Os humanos em nós
não sabem o que dizer.
dizemos: que bom te rever depois de tantos anos.
Nossos tigres bebem leite.
Nossos falcões andam, não voam.
Nossos tubarões morrem afogados no mar.
Nossos lobos bocejam diante da porta aberta da jaula.
Nossas cobras perderam seu relâmpago,
nossos macacos, a inspiração; nossos pavões reais, as plumas.
Faz tempo que os morcegos abandonaram nossos cabelos.
Sucumbimos ao silêncio sem terminar a frase,
sorrimos, sem outro recurso.
Os humanos em nós
não sabem o que dizer.
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