"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Além da relatividade

(Albert Einstein, Como vejo o mundo)

Não podemos pretender que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo, sem ficar superado.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O incoveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e as soluções fáceis. Sem crise não há desafios. Sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

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Sou um autêntico viajante solitário, e não pertenço por completo ao Estado, nem ao lar, nem ao círculo de amigos e nem sequer ao círculo familiar mais próximo. Experimento, frente a todos estes vínculos, uma sensação de estranheza e a necessidade de solidão, de isolamento - uma sensação que vai aumentando com o decorer da idade. É bem verdade que em tais condiçoes se perde parte de sua indiferença e despreocupação, mas em compensação se torna completamente independente das opinioes, costumes e juízos do próximo, e não cai na tentação de colocar seu estado de equilíbrio sobre uma base tão pouco sólida.

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A pior das instituições humanas é o militarismo, que me é tão odioso. O que se sente em condições de marchar com prazer em fila ao som da música marcial, recebeu um cérebro grande somente por equívoco, já que lhe bastaria a medulaespinhal . Esta vergonha, a mancha que gravita sobre a civilização, há de ser apagada para que desapareça tão pronto como seja possível. O heroísmo à voz de mando, a violência irracional e o patriotismo vão, com quanto ardor, com que intensidade os odeio! Que execrável me parece a guerra! Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia! Sei que este câncer há muito deveria ter sido extirpado. Mas o bom senso dos homens é sistematicamente corrompido pelos interesses comerciais e políticos, pela escola e pela imprensa.

O mais belo da vida é o insondável, o que está repleto de mistério. Este é o sentimento básico que se encontra na origem da arte verdadeira e da autêntica ciência. Quem não o experimenta, o que não está emcondições de admirar ou se assombrar, está morto, por assim dizer, e com o olhar apagado.

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