Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off than I was before
I've got this light
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall
"Eu queria movimento e não um curso calmo de existência. Queria excitação e perigo e a oportunidade de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro em nossa vida tranqüila."
Leon Tolstoi, "Felicidade Familiar", trecho sublinhado em um dos livros encontrados com Chris McCandless
"27 de abril de 1992
Saudações de Fairbanks! Esta é a última vez que você terá notícias minhas, Wayne. Cheguei aqui há dois dias. Foi muito difícil pegar carona no território de Yukon. Mas finalmente cheguei. Por favor, devolva toda a minha correspondência para os remetentes. Posso demorar muito até voltar para o Sul. Se esta aventura se revelar fatal e nunca mais tiver notícias de mim, quero que saiba que você é um grande homem. Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex."
Última correspondência enviada por Chris McCandless
(Transcrições do livro "Na natureza selvagem", de Jon Krakauer)
Parte de um poema de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa de Ficções do Interlúdio que me lembra muito a história de Chris Mclandess, e tantas outras histórias:
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.
E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.
Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.
"há sempre um copo de mar para um homem navegar" - jorge de lima
Quando os cronópios saem em viagem, encontram os hotéis cheios, os trens já partiram, chove a cântaros e os táxis não querem levá-los ou lhes cobram preços altíssimos. Os cronópios não desanimam porque acreditam piamente que estas coisas acontecem a todo o mundo, e na hora de dormir dizem uns aos outros: “Que bela cidade, que belíssima cidade”. E sonham a noite toda que na cidade há grandes festas e que eles foram convidados. E no dia seguinte levantam contentíssimos, e é assim que os cronópios viajam.
(Julio Cortázar, Histórias de Cronópios e de Famas)
(Julio Cortázar, Histórias de Cronópios e de Famas)
"Siempre acabamos llegando a donde nos esperan" - Libro de los itinerarios
2 comentários:
Muitos bons textos meu amigo.
Entretanto, sinto falta dos seus versos por aqui. =D
Grande abraço!
Este filme, quando vi, me deixou afetado por no mínimo uma semana. Com um sentimento estranho-conhecido, doído, mas bom de sentir. Um querer abrir ainda mais os olhos e o coração para a vida.
Abraço.
Volto outra hora.
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